Artigo: o papel da Inteligência Artificial para as instituições da Justiça

19/07/2019 | 2 min. de leitura

A sexta geração do Sistema de Automação da Justiça é sustentada por três pilares: Cloud Ready, Usex Experiência e Inteligência Artificial. Este último permeia todas as soluções com o objetivo de automatizar tarefas repetitivas, processar grandes quantidades de dados e oferecer análises mais assertivas. A Softplan acredita que as instituições da Justiça estão ansiosas e preparadas para inovar.

O analista de negócios da Softplan Tiago Melo escreveu um artigo para o portal Migalhas. No texto, ele apresenta a visão da empresa sobre o papel da Inteligência Artificial para a Justiça. Também explica como ela existirá dentro do SAJ 6. Leia abaixo um trecho. A íntegra está disponível no Migalhas.

O inverno terminou: a Justiça brasileira já está preparada para a Inteligência Artificial

É primavera! Após um longo inverno de experimentações de abordagens técnicas, testes, validações de negócios e alguma retórica, a Inteligência Artificial (IA) aplicada à Justiça desceu do telhado. Para sermos justos, a aplicação em escala já existe há uns bons dois anos na advocacia privada, não só no Brasil, como no mundo.

Para as instituições públicas (Judiciário, Procuradorias e Ministérios Públicos), o tempo entre a concepção e a implementação tem sido mais lento. Ainda bem! A IA traz consigo receios e implicações de ordem ética, moral e jurídica que devem ser considerados antes de sua disseminação geral. Pela primeira vez na história, tecnologias, técnicas e artifícios permitem, em conjunto, a real substituição de atividades humanas de alta complexidade cognitiva. Portanto, é natural o temor de que agentes autônomos possam tomar decisões no lugar de assessores, magistrados, defensores, procuradores e promotores.

Essa preocupação também endereça eventuais temores quanto à legalidade dos atos judiciais derivados. Ainda que executadas por agentes humanos, recomendações ou sugestões de uma IA costumam ser questionadas pela alegação de não atendimento dos princípios constitucionais da publicidade ou transparência.

(…)

Aqui na Softplan, estabelecemos desde cedo que a IA deve atuar como um apoio às atividades dos especialistas na Justiça. Ou seja, ampliar a capacidade de análise dos tomadores de decisão; jamais os substituir. Precisávamos então desenvolver soluções que eliminassem ou minimizassem as limitações cognitivas humanas, sem comprometer, no entanto, a natureza discricional dos tomadores de decisão.

O fim do longo inverno coincide com o lançamento da sexta geração tecnológica do Sistema de Automação da Justiça (SAJ 6)que tem justamente a Inteligência Artificial como uma de suas premissas. No SAJ 6, a Inteligência Artificial, muitas vezes combinada com recursos de automação (Robotic Process Automation), será ubíqua. Ou seja, não teremos um produto delimitado a desempenhar determinada tarefa. Na verdade, permeará os diversos módulos e soluções, automatizando tarefas e resolvendo problemas de pequeno e grande porte.

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